O Vento Sopra à Noite

Cerca de três milhões de pessoas em fuga. Atrás deles uma das mais poderosas forças bélicas da antiguidade. Cavalos, carros de guerra, cavaleiros, guerreiros. De um lado uma multidão composta de escravos recém-libertos que sequer sabiam empunhar direito uma espada. Do outro, centenas de milhares de soldados exaustivamente treinados na arte de matar. Escudos, armaduras, arcos, flechas, lanças e espadas a postos. Crianças, mulheres, velhos e homens sem nenhum treinamento militar à mercê. Uma carnificina anunciada.

A mulher de Jó: Uma Injustiçada!


O livro de Jó, considerado o mais antigo livro das escrituras, inicia falando da prosperidade de Jó e de seu relacionamento com Deus que, conversando com Satanás, cobre Jó de elogios. O Acusador não perde a oportunidade de alfinetar o Altíssimo e põe em dúvida se tal fidelidade não é mais fruto de uma barganha do que de intimidade verdadeira. Ao ser provocado, Deus permite que Satanás tenha poder para atormentar a vida de Jó e assim provar qual a origem da sua fidelidade. Começa aí o seu infortúnio.

A Ética de Cristo e a Ótica Legalista

Jesus nos ensinou que o mais importante da lei é a justiça, a misericórdia e a fé. Tiago, como para não deixar dúvidas a respeito de qual é a finalidade essencial do viver cristão, acrescenta que a misericórdia triunfa sobre a justiça. Mas não tem sido assim na igreja cristã. É a contradição e a incoerência que têm nos caracterizado. Pregamos paz e fazemos guerra. Falamos da graça, mas vivemos sob as leis determinadas por nossas tradições, concílios, encíclicas, convenções, regulamentos, regimentos, normas e princípios que muitas vezes invertem a lógica de Tiago e fazem o juízo ser maior que a misericórdia.

Por que Jó foi Provado?

Carta:

Irmão Denilson,

Tenho muitas dúvidas na minha cabeça. Sou cristã a pelo menos seis anos e já ouvi muitas pregações a respeito de Jó dizendo que ele perdeu tudo porque Deus queria mostrar ao diabo o quão ele era um servo fiel. Mas aí ficam minhas duvidas:

Combustível Para Sonhos

Quando José teve os sonhos de Deus e falou sobre eles para a sua família, seus irmãos ficaram revoltados ante a ideia de prostrarem-se diante do “sonhador”. A clara predileção de Israel pelo filho mais novo, por si só, era uma agressão para os demais. Foi a José, e não a Rubem, o primogênito, que o pai dera uma túnica especial e tratava com privilégios de atenção e carinho que não compartilhava com os demais filhos, afinal ele era o primeiro filho da mulher a quem Jacó sempre amara.