Pesquisa
PÁGINA INICIAL
QUEM SOMOS
INFORMATIVO
FALE COM Pr. DENILSON
-------------------------------
OS DEZ MAIS
SUGESTÕES DO PASTOR
------------------------------
REFLEXÕES
DEVOCIONAIS
CARTAS
ESTUDOS
RELACIONAMENTOS
ARTIGOS
CRÔNICAS E ETC...
-----------------------------
FruTV
NOTICIAS GOSPEL
IGREJA PERSEGUIDA
----------------------------
SITES RECOMENDADOS
FRUTO NO ORKUT
NOVIDADES PELO E-MAIL
RÁDIO FRUTO DO ESPÍRITO
DEVOCIONAIS 2
REFLEXÕES
Enviar para um amigo | Versão para impressão | Voltar |  Recomendar
UM PEIXINHO, UMA PAIXÃO E UM OCEANO DE GRAÇA


Paz e bem,

 

 

Um peixe um dia cismou que o oceano no qual ele estava imerso era ficção. Sim, ele passou a afirmar que aquilo em que eles viviam não era algo concreto, mas fruto da imaginação, fruto do inconsciente coletivo dos peixes que pensavam, por credulidade, que aquilo era real. Para ele as ondas mentais é que eram verdadeiras, o oceano era uma explicação supersticiosa deste fenômeno.

 

Não havia como demover o peixinho desta certeza. Alguns ainda tentavam, mostrando como toda a sociedade girava em torno da água, ao que ele respondia que tudo aquilo nada mais era que um movimento mental, sendo a água uma ilusão.

 

O peixinho era tão convicto em suas certezas, que lançou um desafio: se a água é real, então que esvaziassem o oceano e provassem que ele estava errado!

 

Ele acreditava que mesmo esvaziando o tal do oceano ainda assim todos continuariam nadando, por conta das ondas mentais, e, de mais a mais, se o oceano realmente existisse como diziam, haveria de se poder deslocá-lo de um lugar a outro.

 

Não havendo quem pudesse trazer argumento plausível, pois ninguém conseguia esvaziar o oceano, e de tanto bater nesta tecla, o peixinho passou a conseguir adeptos que passaram a construir mil e uma explicações para o surgimento da crendice popular. Acusavam principalmente os grandes tubarões, detentores do poder, que tinham interesse em propagar superstições para manter os peixes sob seus domínios. E assim iam eles, nadando de um lado a outro no oceano que diziam não existir...

 

De certo modo é assim que eu vejo as intermináveis polêmicas a respeito da “existência” de Deus. Sinto como se fossemos peixinhos a questionar a existência ou não do oceano. Para quem não quer crer, jamais haverá explicação plausível, pois é impossível esvaziar o que é infinito e colocá-lo em um laboratório onde sua existência seja provada, ou contê-lo em uma fórmula matemática, ou mesmo deslindá-lo filosoficamente.

 

A Bíblia nos diz que é em Deus que vivemos, nos movemos e existimos, somos para ele como os peixinhos para o oceano. Dele não podemos nos retirar, nem podemos retirá-lo de nós sem que isto signifique um fim de nossa própria existência. Ele está tão entranhado no nosso cotidiano, no nosso mundo, em nós mesmos que não temos como isolá-lo e estudá-lo.

 

Aqui nesta terceira rocha após o sol, a vida pulula com tanta exuberância que muitos acreditam que esta mesma facilidade acontece em outros mundos. São tantas formas de vida que, para muitos, é fácil crer que a vida surgiu da matéria inanimada. O salto da rocha para o vírus; deste para as bactérias; destas para organismos pluricelulares e destes para as miríades de vegetais, anfíbios, répteis, peixes, aves, mamíferos e insetos e todas as suas complexidades para eles é até simples, bastam apenas acrescentarmos alguns bilhões de anos e umas poucas leis de seleção natural, leis das quais se desconhecem a origem.

 

Como provar que tudo isto é Deus? Esvaziando o oceano de sua graça? Impossível!

 

Falar da “existência” de Deus para quem não quer crer é como querer tentar esvaziar o oceano com um balde para tentar convencer o peixinho incrédulo. Argumentos como os de Tomás de Aquino ou Pascal, não levam a lugar nenhum a não ser convencer quem já está convencido.

 

Conhecer a Deus é o único caminho para este salto e este conhecimento jamais poderá ser por meios racionais, pois assim como é impossível para um peixe explicar o oceano, assim também para nós é impossível explicar a Deus, pois, assim como os peixes de nossa fábula estão impregnados demais do oceano para poder isolar-se dele e explicá-lo, assim também todos nós, crédulos e incrédulos, estamos mergulhados Nele até o espírito, de tal maneira que nos é impossível nos isolar Dele para descrevê-lo.

 

Deste modo, a negação ou afirmação de Deus sempre será um ato de fé. Não existe teísmo científico nem existe ateísmo racional, ainda que usem argumentos pseudocientíficos para se justificar. Tudo é fruto da fé de cada um e esta fé é, por definição, subjetiva.

 

Penso que como ato de fé o ateísmo equivale a qualquer outra religião, mas creio ser de uma inocência tremenda querer revestir sua fé religiosa, como se esta fosse uma ciência. Sou absolutamente cético em relação a toda forma de fé que se diz científica.

 

Crer em Deus ou não é ato de fé. O resto são as justificativas que damos para a nossa fé. Primeiro cremos, depois buscamos explicações.

 

Um dia, provavelmente, seremos pescados pela morte e neste dia veremos se é possível continuar nadando sem este oceano de graça que os que crêem chamam Deus.

 

O que digo a todos é que, assim como aquele homem curado por Jesus, eu sei que era cego, mas agora meus olhos vêem. Sei quem eu era e sei o que se operou em mim, sei como eu pensava e como penso hoje, sei que houve uma profunda cura em mim e só eu sei e conheço os fantasmas interiores que eu alimentava até o dia em que sem mais nem menos eles foram expulsos por algo novo e maior, que me preenche e me faz melhor.

 

Sei que andei em muitos caminhos e dos muitos caminhos que trilhei, no dia em que tive um encontro, não com a religião, pois eu já era evangélico quando tive o meu encontro, no dia em que tive um encontro com a Graça de Deus, neste dia algo se entranhou em mim de tal maneira que nunca mais fui o mesmo. E este encontro é o que tenho de mais valioso. Não preciso de céu, nem de paraíso, nem de promessas após a morte, para dizer que é muito melhor trilhar este caminho.

 

Um oceano de graça inundou o meu ser, esta é a minha certeza.

 

 

Pr. Denilson Torres

Ministério Fruto do Espírito

www.frutodoespirito.com.br

Enviar para um amigo | Versão para impressão | Voltar |  Recomendar