Irmão Denilson:
Fiquei muito feliz pelo retorno do irmão, mas gostaria de continuar o nosso assunto, pois tenho duvidas sobre o que devo ou não aconselhar ou estimular.
Conversando com um Pr Amigo, contei-lhe um caso onde a mulher gostava de fazer sexo anal e isso lhe chamou a atenção e inclusive, ele classificou como sendo aberração, porem não me deu nenhuma base bíblica para tal ponto.
Gostaria de saber do irmão se tem algum conhecimento sobre esse assunto e de como podemos trabalhar com essa senhora já que é nossa irmã e pelo que percebo necessita de ajuda.
Um grande abraço
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Resposta:
Paz e bem,
Querido irmão,
É um imenso prazer poder continuar nosso assunto. Vejo que você é alguém imensamente dedicado em conhecer o Senhor e estar atento à voz do Espírito e que tem um chamado para aconselhamento cristão que também é a minha paixão.
Que o Senhor lhe dê sabedoria e humildade sempre, pois esta é uma área em que lidamos com vidas muitas vezes em situações extremas e se não tivermos a unção do Espírito podemos ser fonte de mais agravamento e fardo. Mas, se tivermos em nosso coração amor, misericórdia, humildade e sabedoria, podemos ser usados por Deus para sermos instrumento para cura e pacificação interior de muitos.
Que o Senhor lhe abençoe e faça próspero o seu ministério.
Sobre a questão que você me colocou tenho a dizer que se uma mulher tem relações anais com o seu cônjuge e não se sente agredida, nem obrigada, e tal relação é para ela fonte de prazer e não representa nenhum tipo de vício, a igreja não deveria se preocupar com isso.
Francamente, penso que quando nos intrometemos em tais assuntos só complicamos aquilo que é simples. Já vi casos de casamentos que entraram em crise por causa de proibições desta natureza feitas pela igreja à revelia de um dos cônjuges. Tal assunto é, portanto, da esfera intima do casal a não ser, como disse antes que represente alguma forma de agressão.
Gostaria que você seguisse o meu raciocínio. Vejamos o texto da primeira carta de Paulo aos Coríntios, capítulo 7 e verso 4, nele está escrito:
“A esposa não manda no seu próprio corpo; quem manda é o seu marido. Assim também o marido não manda no seu próprio corpo; quem manda é a sua esposa.”
Ora, tal passagem nos informa que todo o corpo do cônjuge pertence a seu parceiro, não há aí nenhuma exceção, pois para Deus não existe área mais nobre ou menos nobre em nosso corpo, tais classificações são de origem humana. A boca não é menos nobre que as mãos ou os pés não são menos nobres que os seios, ou quaisquer outras partes do corpo.
Assim, quaisquer tipos de carícias íntimas desde que feitas com respeito ao ser humano, consentimento, desejo mútuo de compartilhar, bom senso, e moderação, não representam nenhum tipo de agressão a Deus.
Claro, que para determinadas pessoas um tipo de carícia pode ser prazerosa e para outras pode ser repulsiva. Cada um tem o seu limite, e este deve ser respeitado sempre pelo cônjuge, a igreja só deve entrar como mediadora se este limite não for respeitado, quando um cônjuge força o outro, ou impõe ao outro práticas que lhe agridem. Aí, somos convocados pelo Senhor para interceder e mediar.
No caso específico que você me relatou, creio que se a irmã sente-se bem com esta prática cabe apenas respeitar.
Quando a igreja se mete demais neste tipo de situação, termina por impor, dominar e controlar pessoas, e muitas vezes tal envolvimento acaba por despertar desejos adormecidos e não é raro que o conselheiro termine por desenvolver atração pela aconselhanda por se ver despertado em suas próprias fantasias. Assim, digo-lhe como diria a um irmão muito íntimo e querido, tenha muito cuidado ao tratar de relações sexuais, de preferência nestes casos o ideal é que sua esposa seja a conselheira, se não for possível, procure não entrar em detalhes que podem ser usados como laços do inimigo para lhe envolver. Muitos homens de Deus têm caído tristemente por causa de tais envolvimentos.
Lembre-se sempre, vida sexual de um casal pertence só a eles, a não ser que representem alguma forma de agressão.
Deixo para você um versículo que marcou muito o meu ministério em aconselhamento. Está em Provérbios 22:3 e diz:
“O homem prudente vê o mal e esconde-se, Os simples passam adiante e recebem dano.”
Seja sempre um homem prudente,
Com muito carinho e estima,
Denilson Torres
Ministério Fruto do Espírito
www.frutodoespirito.com.br